sábado, 21 de novembro de 2015

Narração [Tipo textual - aguarde os gêneros narrativos]

NARRAR
Narrar é relatar fatos e acontecimentos, envolvendo ação e, portanto, movimento. Há personagens atuando e um narrador que relata a ação. A narração é um tipo de texto marcado pela temporalidade, ou seja, como seu material é o fato e a ação que envolve personagens, a progressão temporal é essencial para o seu desenrolar: as ações direcionam-se para um conflito que requer uma solução, o que nos permite concluir que chegaremos a uma situação nova. Portanto, a sucessão de acontecimentos leva a uma transformação, a uma mudança e a trama que se constrói com os elementos do conflito desenvolve-se necessariamente numa linha de tempo e num determinado espaço.
Elementos da narrativa:

a)      O narrador: é o dono da voz ou, em outras palavras, a voz que nos conta os fatos e seu desenvolvimento. Dependendo da posição do narrador em relação ao fato narrado, a narrativa pode ser feita em primeira ou em terceira pessoa do singular. Temos, assim, o ângulo, o ponto de vista, o foco pelo qual serão narrados os acontecimentos (daí falar-se foco narrativo).
Na narração em primeira pessoa, o narrador participa dos acontecimentos; é, assim, um personagem com dupla função: o personagem-narrador. Pode ter uma participação secundária nos acontecimentos, destacando-se, desse modo, seu papel de narrador, ou ter importância fundamental, sendo mesmo o personagem principal. Nesse caso, a narração em primeira pessoa permite ao autor penetrar e desvendar com maior riqueza o mundo psicológico do personagem. É importante observar que, nas narrações em primeira pessoa, nem tudo o que é afirmado pelo narrador corresponde à “verdade”, pois, como ele participa dos acontecimentos, tem uma visão própria, individual e, portanto, parcial deles. A principal característica desse foco narrativo é, então, a visão subjetiva que o narrador tem dos fatos: ele narra apenas o que vê, observa e sente, ou seja, os fatos passam pelo filtro de sua emoção e percepção.
Já nas narrações em terceira pessoa, o narrador está fora dos acontecimentos; podemos dizer que ele paira acima de tudo e de todos. Essa situação lhe permite saber de tudo, do passado e do futuro, das emoções e pensamentos dos personagens – daí ser chamado de narrador onisciente (oni + sciente, ou seja, “o que tem ciência de tudo”, “o que sabe tudo”). O narrador onisciente “lê” os sentimentos, os desejos mais íntimos da personagem (aliás, o narrador vê o que ninguém tem condições de ver: o mundo interior da personagem) e sabe qual será a repercussão desse ato no futuro.
b) O enredo: é o esqueleto da narrativa, aquilo que dá sustentação à história, o que a estrutura, ou seja, é o desenrolar dos acontecimentos (é a linha se entrelaçando, formando a malha, a trama, a rede, o tecido, o texto). Geralmente, o enredo está centrado num conflito, responsável pelo nível de tensão da narrativa. É o conjunto dos fatos encadeados que constituem a ação de uma obra de ficção (teatro, romance, filme, novela, etc.)
c) Os personagens: são os seres que participam do desenrolar dos acontecimentos, aqueles que vivem o enredo. Em geral, o personagem bem construído representa uma individualidade, apresentando traços psicológicos próprios. Há também personagens que representam tipos humanos, identificados pela profissão, pelo comportamento, pela classe social, enfim, por algum traço distintivo comum a todos os indivíduos dessa categoria.
d) O ambiente (espaço): é o cenário por onde circulam personagens e onde se desenrola o enredo. Em alguns casos, a importância do ambiente é tão fundamental que ele se transforma em personagem. Por exemplo: o Nordeste, em grande parte do romance modernista brasileiro; o colégio interno, em O Ateneu, de Raul Pompéia; o caso mais nítido está em O cortiço, de Aluísio de Azevedo.

e) O tempo: O narrador pode se posicionar de diferentes maneiras em relação ao tempo dos acontecimentos – pode narrar os fatos no tempo em que eles estão acontecendo; pode narrar um fato perfeitamente concluído; pode entremear presente e passado, utilizando a técnica de flash-back. Há, também, o tempo psicológico, que reflete angústias e ansiedades de personagens e que não mantém nenhuma relação com o tempo propriamente dito, cuja passagem é alheia à nossa vontade. Falas com “Ah, o tempo não passa...” ou “esse minuto não acaba!” ou ainda “Esse minuto está durando uma eternidade!” refletem o tempo psicológico. 

A UFSC costuma solicitar a produção de GÊNEROS NARRATIVOS Exemplos: contos, crônicas, notícias, etc. A essência de tais textos é tipo narrativo [ e sua estrutura tradicional - descrita acima], com algumas particularidades que veremos em breve. Aguarde.

Até a próxima, pessoal.

Beijo!

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

sábado, 14 de novembro de 2015

TEMAS PRESENTES NOS LIVROS [UDESC 2015/2]

Como  a UDESC  costuma apresentar propostas elaboradas a partir das obras literárias, a reflexão sobre alguns temas pode ser um treino produtivo (Faça como o narrador para o Noel, elabore o texto mentalmente ainda que não o ponha no papel - rima péssima, eu sei)

Bom treino!


TEMAS PRESENTES NOS LIVROS [UDESC 2015/2]

"O santo e a porca"
* Avareza
* Relações familiares
* Ganância
* Relações de trabalho

"O cortiço"
* Avareza
* Ganância, cobiça
* Capitalismo
* Inveja
* Choque cultural
* Homoafetividade
* Relações de trabalho

"Além do ponto e outros contos"
* relacionamento
* decepção
* loucura
* solidão
* busca da identidade, autoconhecimento
* comportamento frente ao grande centro urbano
* AIDS
* homoafetividade
* preconceito (diversos)

"A majestade do Xingu"
* Memória
* Culpa – vergonha
* Família
* Imigração russa ( e/ou judaica) no Brasil
* Contação de histórias
* Amizade
* O índio
* Doenças: tuberculose, varíola, câncer, ataque cardíaco
* Ditadura
* Cartas
*Linguagem
* Autobiografia(?)

"Melhores contos"
* Memória
* Velhice
* Linguagem
* Imigração (Líbano)

LEMBRANDO QUE, EM CASO DE TEMAS SUBJETIVOS:
A subjetividade contida na proposta é apenas uma forma de expor o tema, o produtor textual deve manter a objetividade da sua escrita. 
üA temática deve ser abordada através do conhecimento científico, portanto o racionalismo é a essência do seu texto. üDiante de uma temática subjetiva o autor permanece frente ao fenômeno observado, nunca dentro do próprio fenômeno, esse distanciamento do objeto proporciona diretamente o uso da terceira pessoa.
üUma vez o redator tendo a abordagem científica como referência, toda a cognição da proposta deve ser reconhecida através da perspectiva adequada. Além disso, a linguagem nunca deve se voltar para o sentimentalismo.

BOA PROVA! :) 

AULÃO UDESC

Calouros UDESC 2016,

segue aulão.

Beijão!

Corre lá então [ão ão ão. Mesmo. Muito. HAHAHA]
http://pt.slideshare.net/JosiMotta/aulo-udesc-red-e-lit

XINGU

Salve, galera!

Livrinho pro'cês!

Beijo.

Vai lá:
http://pt.slideshare.net/JosiMotta/a-majestade-do-xingu